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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CREDEQ lança campanha contra o crack

Na última quarta-feira, dia 16, a entidade CREDEQ, em parceria com a prefeitura de Sabará, lançou, no município, a campanha “Socorro contra o crack”.

A campanha abrangerá todo o estado de Minas Gerais, e pretende chamar a atenção de toda a sociedade para o efeito avassalador do crack. “É uma droga que tem destruído famílias e que não tem fronteiras. Todas as cidades, por menor que sejam, estão sendo afetadas pelo crack. E, onde ocorre seu consumo, o índice de violência aumenta a cada dia. Roubo, assassinatos hediondos. A sociedade, em si, precisa se posicionar no sentido de prevenção, no combate. É importante levar este tema para as escolas, postos de saúde, comunidades em geral, e fazer a informação circular”, declara Adélia Porto Dias, vice-presidente do CREDEQ, Assistente Social e Técnica em dependência química.

O CREDEQ é uma OSCIP, e uma comunidade terapêutica cristã sem fins lucrativos, fundada em Minas Gerais, que tem como intuito a recuperação de dependentes químicos. Possui sua sede de atendimento em Ravena, que é uma unidade de tratamento de dependentes químicos do sexo masculino, além de unidades em outras cidades. A entidade conta com a atuação de técnicos, psicólogos, assistentes sociais, agentes educacionais e monitores. São cidadãos comuns, profissionais de diversas áreas, que optaram por estender a mão para jovens e adultos que se perderam no caminho das drogas.

Adélia conta que o tratamento oferecido pelo CREDEQ é diferente para cada tipo de pessoa: “Há pessoas que não precisam de internação, então são atendidas em ambulatórios. São os chamados “usuários iniciantes”. Eles ainda estão no primeiro estágio com droga, então fortalecemos os vínculos familiares e sociais. Quando a pessoa já está mesmo envolvida com as drogas precisa ir para internação”. Segundo a vice-presidente, quem avalia os pacientes são os psicólogos, que realizam uma triagem. O programa terapêutico de recuperação consiste em seis meses de internação, em um sítio onde os dependentes químicos têm contato com cultura e esporte, liberdade de se comunicar com familiares e amigos.

Na praça Santa Rita, além da entrega de panfletos informativos e apresentação de uma peça criada pelos próprios pacientes da unidade de tratamento, foi montado um ambulatório de rua, com psicólogos à disposição da população. De acordo com Adélia, a procura por auxílio no lançamento da campanha surpreendeu: “Quando a gente panfleta, temos uma metodologia de sempre perguntar: ‘’Você conhece alguém que tem problema com crack, alguém que tem problema com drogas?”, e assim, de cada 10 pessoas questionadas, nove respondem que conhecem ou tem alguém na família. Isso é realmente alarmante, mas essa não é a realidade de Sabará, apenas. Hoje é realidade em nosso país e fora dele.”

E você, conhece alguém que tem problema com crack ou demais drogas? O CREDEQ está pronto para ajudá-lo. Entre em contato: 3461-4400. www.credeq.com.br

Sociedade Recreativa Colibri do Campo: 2011 promete!

(matéria publicada originalmente no jornal Folha de Sabará,
edição 762)

A Sociedade Recreativa Colibri do Campo trará ao carnaval sabarense, neste ano, uma história de guerra e paz. Trata-se da lenda das tribos Jaci e Guaraci, Carnaíba e Aruquê. O samba enredo 2011 se torna atual por contar uma história de dualidades, e rivalidades: As tribos cultuavam deuses diferentes, e guerras motivadas pelas divergências de crença e costumes marcaram com sangue a história dos índios, até que, guiados pela tribo Tupi, as tribos inimigas deixaram as rivalidades de lado para então realizar uma grande festa de paz.

A própria Colibri trás consigo uma história de morte e renascimento. Criada em 1987, no Campo Santo Antônio, a escola desfilou duas vezes, para então interromper suas atividades por 17 anos. Em 2008, a paixão pelo carnaval levou Cássio Batista Gomes, presidente carnavalesco do Colibri pelo terceiro ano consecutivo, a reunir um grupo de amigos e abraçar o desafio de colocar a escola em funcionamento novamente. Com o passar do tempo, o desafio mostrou ser uma batalha enorme: faltavam documentos e registros necessários. “Procuramos a antiga diretoria e eles não tinham documentos, registros de atas, CNPJ... Corremos atrás de tudo”, conta o presidente. Os foliões lutaram para reerguer a Colibri, passando por situações complicadas e suando a camisa para colocar a escola nas ruas outra vez. “Pensei muitas vezes em largar tudo, é muito sacrificante, mas por carinho à escola continuei até conseguir”, conta Cássio. 


“Minha casa, e a de alguns outros membros da Colibri, na época de produção do material para os desfiles, vira um barracão. Abro minha casa, cedo o espaço, meu tempo... é o trabalho de uma vida”, declara. Cássio conta que, além de fazer bonito no carnaval, a Colibri se preocupa em manter em dia a prestação de contas com a prefeitura, que cede uma verba às escolas de samba. “Passo o ano inteirinho cuidando dos assuntos da escola. É dedicação e carinho pela escola que me movem.”


O presidente, que guia a escola de peito aberto durante todo o ano, conta que todo o esforço e sacrifício se fazem valer. “Todo ano choro. Na hora em que vejo a escola na rua, que o povo começa a cantar o samba, a bateria tocando... Isto me preenche, é muito gratificante. É muito satisfatório ver nosso trabalho sendo aplaudido pelo povo nas ruas.”


A S. R. Colibri do Campo promete impressionar os foliões no desfile deste ano, e convida todos os sabarenses à prestigiar a apresentação. No sábado, será a primeira escola a se apresentar, às 20h. Na segunda-feira, será a terceira, às 22h. “Esperamos superar os anos anteriores, e vamos nos preparar para fazer melhor ainda em 2012” finaliza Cássio, com a empolgação de mostrar à comunidade o esforço de todo um ano.
Samba enredo 2011 - S. R. Colibri do Campo


Guaraci, Jaci e Rudá, os espíritos da Floresta!
Autora: Tânia Mara

Colibri vai contemplar,

Lua Poré e Sol Purá,

Tupi fez se reencontrar,

Os Deuses e o amor Rudá.

Os Carnaíbas e os Aruquês,

Eram tribos inimigas,

Cada uma tinha o seu Deus,

A quem cultuava em devoção,

Os Carnaíbas cultuavam o sol,

Que em sua crença era o deus Purá,

E os Aruques adorara um deus,

Também chamado de lua Poré.

E hoje a Colibri do Campo,

Nos ensina a lição,

Cada um de nós tem um índio,

Que se esconde na nossa emoção,

Traga logo o seu pra avenida meu bem,
Deixa apitar a voz do seu coração!

Depois de tantas guerras,

Entre as tribos rivais,

Alegrando a Colibri,

Guaraci e Jaci hoje trazem a paz.

Jovens sabarenses criam cineclube com exibições gratuitas no centro histórico

Na última sexta feira, dia 14, o Instituto Cultural Coletivo Fórceps, entidade de produção cultural sabarense focada no uso de tecnologias livres e na troca de conhecimento, inaugurou uma alternativa para a programação cultural na cidade. Trata-se do CineBrasa, mistura de cineclube e núcleo de produção e análise crítica de obras audiovisuais. São exibidas obras produzidas no Brasil e no exterior, a maior parte delas produzida de forma independente e focadas na experimentação de linguagem e que não se limita a objetivos comerciais.


Na primeira sessão, cerca de 30 pessoas prestigiaram a exibição dos documentários “Grosso Calibre”, que conta a história de MC Smith, que através de sua música mostra a realidade daqueles que moram nas favelas do Rio de Janeiro, sobrevivendo em meio a gangues de tráfico de drogas e à violência da polícia, e Temporal, filme que retrata a trajetória do artista plástico brasileiro Stephan Doitschnoff, que, entre 2005 e 2008, se estabeleceu em Lençóis, na Bahia, e passou a pintar seu trabalho em casas, capelas e até mesmo em um cemitério, expandindo sua pesquisa da cultura popular brasileira e o sincretismo entre a teologia cristã e as tradições espitiruais africanas. Após as exibições, os presentes foram convidados a expressar suas opiniões sobre os documentários, abrindo uma roda de debates onde foram trocadas impressões e discutidas possibilidades.


Marcelo Santiago, que integra a equipe do projeto do cineclube, afirma que o CineBrasa quer mais do que abrir espaço para a produção audiovisual: “Nosso intuito é conectar pessoas e obras, promover a circulação da cultura, estimular o pensamento e a produção de obras que nos instiguem, que incomodem, que provoquem os mais diversos sentimentos.”


Segundo Marcelo, o CineBrasa, formado por jovens sabarenses, na faixa dos 20 anos, graduados ou estudantes na área de comunicação, foge da gravidade e do anacronismo típicos dos cineclubes e sua necessidade de presença física para ter acesso aos filmes. “Um dos diferenciais do CineBrasa é que todas as obras selecionadas podem ser acessadas através da internet, seja através de streaming ou download. Esta visão é fruto do momento em que vivemos e de nossa relação com a tecnologia e as mídias digitais”, explica.


O CineBrasa realizará, toda sexta-feira, uma sessão de exibição gratuita na sede do coletivo Fórceps (localizada à Rua Dom Pedro II, nº 294, centro histórico). “Mas nada impedirá que qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta, interaja e tenha acesso às mesmas produções que serão exibidas, através da internet”, afirma Marcelo.


A programação do cineclube e todo o material selecionado, assim como notícias e informações sobre a produção audiovisual alternativa, estão disponíveis no blog cinebrasa.forceps.com.br, onde também há um formulário para que pessoas interessadas possam se cadastrar para receber as novidades do CineBrasa e indicar filmes para exibição. Segundo Marcelo, em menos de um mês de funcionamento o blog do projeto recebeu mais de 1200 acessos de diferentes regiões do Brasil, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Grécia e Portugal, mostrando que a iniciativa desses jovens sabarenses ultrapassa barreiras geográficas e culturais e tem se destacado bem além das ladeiras históricas da cidade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Traficantes presos no Centro Histórico

(matéria originalmente publicada na edição 761 do Jornal Folha de Sabará)  

Substâncias apreendidas seriam comercializadas no pré carnaval

Na tarde do dia 23 de janeiro dois homens, entre eles um menor, foram abordados na rua Abreu Guimarães portando papelotes de cocaína, que, segundo os próprios autores, seriam vendidos no pré carnaval realizado na praça Melo Viana e região central de Sabará.
Após abordagem, R. S., de 16 e M. B., de 23, levaram os policiais a um local onde haveriam mais substâncias ilícitas.
Uma arma de fogo, munição, 27 pedras de crack, uma bucha de maconha, maconha prensada e 14 papelotes de cocaína foram encontrados no local. Os dois homens foram levados pela polícia.

Rio “engole” faixas de terra em General Carneiro

(matéria originalmente publicada na edição 761 do Jornal Folha de Sabará)
Moradias localizadas à beira do rio correm o risco de serem destruídas pela correnteza
 
No centro comercial do bairro General Carneiro, cerca de 20 famílias vivem à margem de um pesadelo. O rio, que antes cumpria seu percurso natural e não ameaçava as residências, mudou a vida dos moradores após uma obra de canalização em Belo Horizonte.
A área representa mais do que moradia para as famílias que lá residem. É lá também que estas pessoas têm seu ganha pão. O comércio, junto com as casas, corre o risco de se desfazer correnteza abaixo.
Segundo Dante Júnior, que vive em uma das casas ameaçadas pelo volume do rio, os moradores da área entraram em contato com a prefeitura de Belo Horizonte quando a obra que faria a canalização do rio Arruda foi iniciada na capital. Como resposta, veio a afirmação de que esta abrangeria também Sabará. Porém, na prática, ela foi realizada apenas até a divisa das cidades. “A correnteza do rio vem muito intensa para cá depois que a canalização foi feita”, afirma o morador.
A obra que, na teoria, seria benéfica para todos, acabou se tornando uma dor de cabeça para uma parcela da população de General Carneiro. O rio alterou seu curso e já tomou grande parte do terreno da área. Dante conta que o rio já levou extensões de terra com várias árvores frutíferas. “O nosso medo é que ele leve, agora, as construções, que são antigas, que foram feitas quando este espaço não era considerado área de risco. Não há mais terra para resistir, para segurar o rio. Por isso, há urgência em construir um gabião, para impedir que a terra ceda ou enfraqueça a estrutura das casas.”
Dante conta que a empresa FCA (Ferrovia Centro Atlântida) desenvolveu um projeto de contenção em apenas um lado do rio, onde havia a rede ferroviária. Segundo o morador, o projeto não abrangerá a outra margem do rio e prejudicará ainda mais a área de risco, atualmente.
Segundo o Sr. Nizio Rocha, morador antigo da região, ele nunca viu o Rio Arrudas chegar tão perto das casas como agora,e espera que este problema se resolva o mais rápido possível para que os moradores não percam seus lares, como tem acontecido no Rio de Janeiro e São Paulo.
Os moradores dessa área entraram em contato com a prefeitura de Sabará e conseguiram com que fosse feito um estudo do local e topografia. O deputado Wander Borges, que assumiu recentemente a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, se reuniu com os moradores no local no dia 30 de dezembro de 2010 e já conseguiu a liberação do projeto de contenção, que está sendo elaborado por uma empresa especializada. Estiveram presentes também, na reunião, os Vereadores Waltair Rodrigues e Gilson do Araújo.
De acordo com o deputado Wander Borges, após a conclusão do projeto a Prefeitura entrará em contato com os moradores e nova reunião será agendada, para definir os novos passos a serem seguidos.
Por enquanto, resta aos moradores lidar com a sensação de vulnerabilidade a cada chuva. Dante, que mora com seu pai, esposa e filho, teme que a demora em uma ação definitiva, como a construção de um gabião, possa representar perdas mais significativas.
Wander Borges afirma que o ideal é que seja feita uma obra semelhante àquela que a Prefeitura está realizando às margens do Rio Sabará, mas tudo dependerá do custo.

Uso de celular em banco está proibido em Minas Gerais

(matéria originalmente publicada na edição 761 do Jornal Folha de Sabará)

Desde o dia 12 de janeiro, os mineiros estão lidando com uma situação nova, que vem demandando paciência de alguns e arrecadando elogios de outros. A proibição do uso de celulares nas agências bancárias é ainda polêmica, mas já é realidade em todo o Estado.
Além da lei que regulamenta a proibição do uso do aparelho celular dentro das agências bancárias, como também nos caixas eletrônicos, passa a ser obrigatório a instalação de cabines individuais nos caixas de atendimento ao público e divisórias nos locais em que haja movimentação de dinheiro. O objetivo de ambas as leis é combater a chamada “saidinha de banco”, ação criminosa em que, através do telefone celular, o assaltante descreve para o comparsa determinado indivíduo que esteja retirando dinheiro no caixa. A vítima é então abordada do lado de fora da agência.
Cada agência será responsável pelo funcionamento do sistema de segurança das unidades. O banco Bradesco já adotou as determinações na cidade. Edmar Antônio Rodrigues, gerente geral do Bradesco em Sabará, acredita que a medida adotada é muito válida. “É uma questão de segurança dos usuários e também dos funcionários” , avalia.
Segundo a Lei nº 19.432, o uso do celular só será permitido em situações de emergência e caso a necessidade seja comprovada, desde que o usuário informe ao gerente. Edmar afirma que, nestes casos, a agência dedica total atenção: “A gente sempre acompanha os casos especiais, e nossos telefones estão à disposição do cliente”. Ele lembra que utilizar ou não o telefone é também uma questão de bom senso do usuário: “Pode acontecer de a pessoa estar na fila e o telefone tocar. Cabe a ela, por exemplo, atender o telefone e informar que não pode falar no momento. Se for urgente, ela pode sair da agência, ou utilizar um dos nossos aparelhos fixos.”
Gabriela Basques, usuária da agência, acha que, apesar de visar claramente o bem estar dos clientes, a lei guarda complicações. “Às vezes o telefone toca enquanto estou na fila, então tenho que sair, perder o lugar, para então saber se é uma emergência ou não”, declara.
O gerente Edmar crê que a forma como os celulares eram usados pelos bandidos necessitava realmente de uma represália: “Os assaltantes ficavam observando as pessoas nas máquinas e, com o celular na mão, copiavam senhas, e salvavam como se fossem números de telefone. Quando a pessoa era assaltada do lado de fora eles, além de tirar dela o dinheiro, pegavam o cartão”.
A estudante Carolina Cruz acredita que, se o objetivo for reduzir a atuação de marginais dentro dos bancos, a ação adotada não será eficaz. “Haverão outros meios deles se comunicarem. Sem contar que pessoas mal intencionadas não respeitarão as regras, e utilizarão o telefone”, finaliza.
As agências deverão afixar cartazes avisando aos cidadãos os seus deveres. Caso descumpram a lei estarão sujeitos a multas, que varia de R$10.900 a R$21.800, para a agência e para os infratores que insistirem em usarem o celular dentro do banco ficam sujeitas a multa de R$2.500 a R$5 mil. A nova lei também determina a instalação de câmeras de vídeo internas e externas nas agências e postos de serviço bancários.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sabará na luta contra a AIDS

 
(Publicado originalmente na edição 757 do Jornal Folha de Sabará. http://www.folhadesabara.com.br)

Dia 1º de dezembro: a data, estabelecida em 1987 e lembrada pelo Ministério da Saúde a partir de 1988, é uma maneira de mobilizar Organizações Não Governamentais, órgãos públicos e privados na luta contra a AIDS, além de despertar a sociedade para a necessidade de prevenção e combate.

Com o tema “Somos Iguais. Preconceito Não”, a campanha nacional do Ministério da Saúde, este ano, focaliza a conscientização de homens e mulheres, com idade entre 14 e 24 anos, diante do preconceito. A proposta visa também mostrar a proximidade da doença com o universo jovem, além de buscar combater o estigma e a discriminação, e dar visibilidade e condição de viver com HIV/AIDS.

A Prefeitura de Sabará marcou a data com a realização de diversas ações voltadas para o combate à discriminação e ao preconceito. Houve distribuição de materiais informativos, além de esclarecimentos de dúvidas, por uma equipe do Programa Municipal de DST/HIV/AIDS, que esteve a postos para desmitificar as formas de transmissão do vírus.

O SAE Sabará
Em Sabará, uma equipe especializada formada por médico infectologista, psicóloga e assistente social constitui o Serviço de Assistência Especializada - SAE, que atende os portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS. O serviço é gratuito, inteiramente sigiloso e não há necessidade de agendar consulta prévia. O atendimento é realizado no CEMAE, que fica na Rua Francisco de Assis Pereira, nº 191, Centro (Informações: 3671-5462).

O preservativo masculino e o feminino são distribuídos, gratuitamente, em toda a rede pública de saúde e em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. Em Sabará, a distribuição gratuita é feita por todos os Postos de Saúde.

Governador Distrital visita o Rotary Club de Sabará


(Publicado originalmente na edição 757 do Jornal Folha de Sabará. http://www.folhadesabara.com.br)
No último dia 18, José Luiz Scaglioni Filho, governador do distrito 4520 do Rotary Club, e sua esposa, Iris Ribeiro de Lacerda Scaglioni, visitaram os rotarianos de Sabará. A vinda foi comemorada com festividade no Clube Cravo Vermelho, onde rotarianos e convidados se reuniram.
O Rotary Club é uma Organização Não Governamental (ONG), presente em, aproximadamente, 250 países, que realiza projetos sociais e humanitários, propagando a ideia de que é necessário “dar de si antes de pensar em si.” Segundo o governador distrital, o Rotary é constituído por pessoas da comunidade que se colocam a disposição do social, defendendo a bandeira de “fortalecer comunidades e unir continentes”. São 33.869 clubes no mundo, e 2.343 no Brasil. O Distrito 4520 reúne 30 cidades de Minas Gerais, com 47 clubes.
O governador distrital José Luiz Scaglioni Filho ingressou no Rotary Club no ano de 2000, na cidade de Itabira, onde também atua como pediatra em clínica própria e voluntariamente na Associação de Proteção à Infância Nosso Lar Itabira. “O Rotary é uma ONG de grande importância para as comunidades em todo o mundo,” afirma.
“O Rotary se dedica a produzir projetos de educação, assistenciais e de preservação do meio ambiente nas comunidades através do globo”, declara o governador do distrito 4520. Segundo ele, a principal bandeira do Rotary a nível mundial é a erradicação da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. “Desde 1985, o Rotary tem lutado para acabar com a paralisia infantil no mundo. Já vacinamos, aproximadamente, dois bilhões de crianças através do globo”.
Em sua vinda a Sabará, o governador do distrito 4520 conheceu projetos realizados pelo Rotary Club de Sabará. “O Rotary Sabará é antigo, tradicional, e as pessoas se dedicam muito. Eles fazem bons trabalhos na comunidade. Apóiam o projeto Vita Vida, que fornece 36.000 refeições mensais à creche Lar de Maria, ao Grupo das Samaritanas, à Santa Casa de Misericórdia e ao Lar dos Idosos José Verçosa, entre outros. Realizam também a Noite Italiana, que é muito importante para a fundação rotária, que coleta fundos para as ações rotarianas.”
O governador indicado para suceder a gestão do Distrito 4520 nos anos de 2012/13 é o rotariano Agassis Martins Jr., que pertence ao Rotary Club de Sabará. Agassis foi presidente do Clube em três gestões, além de exercer as funções de Diretor da Comissão de Eventos e Oficial de Intercâmbio.
O presidente do Rotary Club Sabará, Emerson Martins Sepúlveda, se diz muito satisfeito com a visita. “A família rotariana sabarense se sente honrada e agradece a visita do governador José Luiz Scaglioni e esposa Íris aos projetos realizados pelo Rotary Sabará.”

Criança sabarense com doença rara precisa de ajuda

(Publicado originalmente na edição 757 do Jornal Folha de Sabará. http://www.folhadesabara.com.br/#)
 
Com o intuito de comover e despertar a solidariedade da comunidade sabarense, o jornal Folha de Sabará conta a história de Tyson Júnior da Silva, de nove anos, que foi diagnosticado como portador da adrenoleucodistrofia (ALD, ou ADL). A doença foi retratada no filme Óleo de Lourenzo, que conta a história real de Lourenzo Odone, também acometido pela doença. A ALD é uma doença neurológica degenerativa raríssima que compromete irreversivelmente as funções. Estima-se que a incidência de ALD no mundo seja de um para cada 17 mil nascimentos, sendo mais frequente e com maior gravidade em meninos a partir dos três anos de idade.
Tyson era uma criança saudável, ativa e muito interessada. “Eu ficava impressionada com a inteligência dele, e a dedicação com os estudos. Ele chegava da escola e corria para fazer o dever, cobrava minha ajuda,” afirma Simone Aparecida da Silva, mãe do menino. De fevereiro até dezembro deste ano a criança sadia perdeu a visão, parou de andar e falar.
Os primeiros sintomas da doença apareceram na metade do ano de 2009. Tyson se queixava com a mãe de não conseguir enxergar o quadro. A avó de Tyson, Dona Helena, o levou para fazer exames de vista, que não indicaram nenhum problema.
Simone levou Tyson à Policlínica de Sabará, após observar que o filho estava com muita dificuldade de locomoção. “Ele caía muito, e começou a mudar o andar, arrastando uma perna, caminhando torto mesmo. Um dia cheguei do trabalho e ele estava deitado, com um corte muito profundo no joelho. Então resolvi levá-lo ao médico para descobrir o que estava acontecendo com meu menino”, diz.
A primeira suspeita do médico foi de que o problema era neurológico. O próximo passo dado por Simone foi levar seu filho ao Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte. A pediatra que examinou Tyson determinou sua semi internação. “Ele foi internado no dia 12 de fevereiro. Não me esqueço,” relembra Simone. A neurologista detectou, após realização de tomografias e outros exames, uma mancha na cabeça. Foi feita uma ressonância, que diagnosticou a adrenoleucodistropia. “É uma doença silenciosa,” diz Simone. Embora os sintomas tenham se manifestado em tão pouco tempo, a lesão no cérebro de Tyson já se encontrava em estágio avançado. “A única cura é o transplante de medula, mas tem que ser feito antes da doença se manifestar, que não é o caso dele”, declara.
Em março deste ano, um mês após o diagnóstico definitivo, Tyson começou a engatinhar, sem ter força para andar. “Mesmo com a fraqueza, ele ia segurando nas paredes, caminhando com dificuldade, e quando a gente assustava ele estava na casa da avó”, lembra a mãe, sorrindo.
Após engasgar ao tomar refrigerante, em junho deste ano, Tyson teve uma convulsão. Depois dela, não voltou a falar. Foi a partir daí que ele passou a receber alimento através de uma sonda gastro. Há cerca de um mês, ele parou de enxergar.
A casa de Simone ainda está sendo construída, e até pouco tempo não tinha banheiro. A poeira, com a falta de reboco, só prejudicaria a situação de Tyson, que exige todo cuidado. Por causa disso, Simone passou a morar na casa de sua sogra, onde hoje vivem ela, seu marido, sua filha mais velha e Tyson.
Simone lida com a delicada situação com força e perseverança surpreendentes. Deixa a casa, que fica em uma rua de difícil acesso, esburacada e sem asfaltamento, sempre limpa, e cuida para manter tudo muito asseado. “Tem que ter o máximo de cuidado”, diz.
As necessidades de Tyson não são poucas. Seus alimentos só podem ser feitos em óleo de coco ou de açafrão. A dieta de Tyson é composta por alimentos diet ou light. Farinha láctea, leite desnatado, carne moída, verduras, legumes são preparados com carinho por Simone, que deixou o emprego para dedicar-se a cuidar do filho. Além da alimentação, Tyson tem uma lista de medicamentos caros dentre suas necessidades diárias, como o Cloridrato de Tramadol, Nelepitil, e Predinisona.
Swellen Souza Mendes tomou conhecimento do caso através da igreja Santuário Santo Antônio. Ela tem arrecadado doações a partir de correntes de email, que já levaram o caso para pessoas de outras cidades, que passaram a oferecer ajuda. O problema, segundo Swellen, é que há dias em que Tyson recebe muitas doações, e outros dias em que não recebe nenhuma. “Ele precisa de muitas coisas, e em grande quantidade,” afirma.
Atualmente, Tyson faz tratamento no Hospital Infantil João Paulo II e Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte. O transporte dele para as consultas tem sido feito pelo casal Beth e Antenor, que mora no bairro Santa Inês, e que acompanha seu estado de saúde desde que conheceu o caso.
O único contato do menino Tyson com o mundo é a audição. “Ele entende o que a gente fala com ele, quando brincamos ele ri, entende a nossa fala.” E é para manter contato com Tyson que Simone quer utilizar o Óleo de Lourenzo no tratamento do filho. “A médica que trata a doença dele disse que, no seu caso, o óleo pode não fazer tanto efeito. O Óleo não cura a ALD, mas retarda a doença.”
O Clube do Saci também se solidarizou. Deu a cadeira de rodas para Tyson, e ajuda com remédios. O prefeito William Borges visitou Tyson no final de novembro, e se dispôs, segundo Simone, a fornecer todo mês a quantidade de seringas, garrafinhas de dieta e equipamento descartável da qual Tyson necessita.
Você pode ajudar Tyson doando quantias em dinheiro, fraldas geriátricas tamanho M, lenços umedecidos, seringas de 20, 30 e 60ml, óleo de coco ou de açafrão, frutas, verduras, legumes, gase, além dos remédios citados na matéria. A entrega das doações pode ser feita na casa de Tyson, na Rua São Roque, nº 84 (Roça Grande), ou na secretaria do Santuário Santo Antônio (na “Praça da Igreja”, em Roça Grande)
Entre em contato pelos telefones 3671-1435 e 3674-5996.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Inaugurada a primeira Academia ao Ar Livre de Sabará



O Grupo Melhor Idade Serenidade inaugurou no dia 8 de agosto, no bairro Morada da Serra, a primeira Academia ao Ar Livre de Sabará. A Academia, que oferece exercícios orientados pela fisioterapeuta Mirian Inácio, integra o projeto Mais Saúde, um dos 26 programas patrocinados pelo Edital de Chamada Pública de Projetos da AngloGold Ashanti. O Edital, que está em sua primeira edição, apóia projetos de cunho social em sete cidades mineiras com um investimento total de R$ 900 mil, e visa apoiar e colaborar com o desenvolvimento das comunidades que se localizam no entorno das operações da AngloGold, de acordo com sua Política de Desenvolvimento das Comunidades.

O projeto “Mais Saúde” conta também com o apoio da Drogaria da Vovó, que envia mensalmente o enfermeiro André Pimenta. O enfermeiro realiza aferição de pressão arterial e glicemia capilar, além de orientar os idosos com relação a sua saúde.

A Academia funciona na quadra da Associação do bairro Morada da Serra, de segunda a quinta-feira, no horário de 7h30min às 10 h e das 17h às 21h, e aos sábados e domingos de 7h30min às 10h. A participação na Academia ao Ar Livre é gratuita, e as inscrições são feitas pelos telefones 9287-3474 e 3671-5150.

(originalmente publicada no Jornal Folha de Sabará, no dia 01 de outubro de 2010/Edição 751)

Rumo aos 100


Aos 99 anos, o sabarense Hermano Ramos tem muita história para contar


Vindo de uma família de nove filhos, Hermano Ramos perdeu o pai muito novo. A perda fez com que ele buscasse trabalho ainda jovem para ajudar a mãe, Maria do Carmo Ramos, e com 18 anos estava empregado na Prefeitura de Sabará, capinando ruas. Aos 25 anos, ele ingressou na Belgo Mineira, empresa para qual prestou serviço por mais de 40 anos. Suas experiências profissionais, porém, iam além dos muros da mineradora. Seu Hermano, que sempre gostou muito de viajar, buscava em São Paulo produtos variados, de peças do vestuário a eletrodomésticos, para revender por conta própria em Sabará. Ele também marcou a história da cidade como vereador na gestão do prefeito Vítor Fantini, trabalhou como pintor e até se aventurou nos campos de futebol, como ponta esquerda. Ainda se lembra muito bem de quando comemorou o título de campeão mineiro, em 1964, jogando no clube de futebol Siderúrgica.

Hermano casou-se aos 25 anos, com Maria Raimunda do Nascimento Ramos. A esposa faleceu em 1991, aos 77 anos, deixando-o sob os cuidados dos filhos. Com 92 anos, seu Hermano namorou Dona Augusta, uma senhora sabarense dez anos mais jovem. O relacionamento durou seis anos, mas a amizade perdurou, numa relação de carinho e consideração que foi até homenageada no programa global “Fantástico” em 2004, no quadro apresentado por Regina Casé.

A tarefa mais estimada por Hermano nada tinha em comum com campos de futebol ou quaisquer ocupações anteriores. Apaixonado por música desde muito jovem, Hermano aprendeu com Seu Juca “Ferrugem” a arte de tocar saxofone, aos 19 anos. Ele conta que a paixão pela música é uma herança: seu pai, Francisco de Paula Rocha, o “Chico de Rita”, tocava prato na Sociedade Musical Santa Cecília. A Sociedade Musical também foi o destino de seu Hermano, que tocou saxofone na banda Santa Cecília por 67 anos, com um pique invejado por muitos.

Na Santa Cecília ele fez grandes amigos, alguns deles vivos até hoje, e encontrou na banda uma fonte de energia e vitalidade que o guiou por uma vida ativa até os 94 anos. A tontura constante e a boca seca levaram seu Hermano a se despedir da Sociedade Musical Santa Cecília e de seu instrumento de sopro favorito, mas ele mantém vivos na memória seus tempos de saxofonista, quando se divertia se apresentando junto à banda em bailes e encontros musicais. Dançarino nato, ele não perdia uma festa no Cravo Vermelho ou no Mundo Velho, clubes dos quais é sócio. Resquícios de uma juventude festeira e bem aproveitada: Hermano participava das comemorações católicas, saía fantasiado no carnaval e até hoje se lembra muito bem a qual bloco pertencia: “Eu era Moralistas do Samba”, afirma orgulhoso.

No dia 20 de outubro, Hermano será o mais novo cidadão centenário do Brasil. Tido pelos filhos como um homem honrado, direito, um exemplo de pai e de homem, seu Hermano é um dos idosos que conta com o apoio e cuidado da família, essenciais na vida de quem já passou por uma jornada árdua de mais de meio século de vida.

Com 7 filhos, 23 netos, 6 bisnetos e 1 tataraneto, seu Hermano, hoje em dia, gosta de curtir o sossego de sua casa, que divide com a filha Maria da Conceição Ramos. O segredo de uma vida tão longa? “Muito trabalho”, declara.


(esta matéria foi originalmente publicada no Jornal Folha de Sabará, no dia 01 de outubro de 2010)